A BIOSSEGURANÇA NOS LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS

No Brasil, no século XIX, quando as instituições das escolas médicas e da ciência experimental, começaram a se desenvolver, começaram a ser elaboradas noções sobre os benefícios e riscos ligados à realização dos trabalhos científicos, em especial nos ambientes laboratoriais, porém, a biossegurança no Brasil só se transformou em uma área específica, nas décadas de 1970 e 1980, devido ao grande número de relatos de graves infecções ocorridas em laboratórios.

A Organização Mundial de Saúde, na década de 80 conceituou a biossegurança como práticas de prevenção para o trabalho em laboratório com agentes patogênicos, e classificou os riscos como biológicos, químicos, físicos, radioativos e ergonômicos. Na década de 90, inclui-se os temas ética em pesquisa, meio ambiente, animais e processos envolvendo tecnologia de DNA recombinante em programas de biossegurança.

A manipulação de agentes microbianos, muitas vezes patogênicos pelos trabalhadores de laboratório transformam seu trabalho em um perigo ocupacional constante. As principais infecções adquiridas pelos profissionais de laboratório são as bacterianas, porém, existem outros agentes patogênicos que podem causar infecções. Para diminuir os riscos decorrentes das manipulação dos agentes microbiológicos é importante conhecer as suas características, principalmente o grau de patogenicidade, seu poder de invasão, sua resistência a processos de esterilização, sua virulência e a sua capacidade mutagênica.

Referências:
PENNA, M.M, et al. Biossegurança: uma revisão. Arq. Inst. Biol., São Paulo, v.77, n.3, p.555-465, jul./set., 2010. Disponível em: <http://www.biologico.sp.gov.br/docs/arq/v77_3/penna.pdf>. Acessado 2o ago 2017.