A educação surgiu no Brasil a partir da necessidade de controlar as epidemias de doenças infectocontagiosas que ameaçavam a economia agroexportadora do país durante a República Velha, no começo do século XX e inicialmente era chamada de Educação Sanitária. Nesse período a população brasileira, devido às péssimas condições sanitárias e socioeconômicas esteve exposta a algumas doenças como a varíola, febre amarela, tuberculose e sífilis. Como o governo da época pouco se importava com o componente socioeconômico, os problemas de saúde pública eram enfrentados por meio de campanhas sanitárias voltadas para combater as epidemias, ou seja, depois que as doenças já́ haviam tomado grandes proporções (MACIEL, 2009).

Por esse motivo ressalta-se a importância da Educação Continuada e/ou Permanente na promoção da biossegurança, pressupondo-se que não se deve ensinar a conter os danos após a ocorrência dos acidentes, mas sim trabalhar na prevenção dos acidentes. A prevenção dos acidentes de trabalho e de outros agravos decorrentes da exposição a agentes biológicos, além de ser benéfica ao trabalhador é menos onerosa ao empregador e ao estado.

Quanto à sua importância, a biossegurança em laboratório se apresenta como uma perspectiva de se aplicar e dinamizar conceitos e métodos que atuem diretamente na questão da segurança do trabalho e na higienização do mesmo, dando, inclusive, oportunidade de melhor empreendimento e atuação, uma vez que viabiliza a interação entre o trabalhador e a gestão em laboratório, já que se percebe, por parte destes, determinada falta de conhecimento, informação e regulamentação das normas de biossegurança e dos dispositivos legais que lhes possibilitam melhor desempenho em laboratório (ARAÚJO; MEDEIROS, 2012, p. 48).

A questão fundamental, portanto, é garantir que qualquer procedimento seja seguro. Ele precisa ser seguro para os profissionais que o realizam, para os pacientes a quem são destinados e para o ambiente e, ao mesmo tempo, ser capaz de gerar resultados de qualidade.

Diante dessas dificuldades apontadas pela literatura e de dados colhidos por meio da percepção de quem trabalha, criou-se um objeto de aprendizagem para educação em saúde dos trabalhadores. Intenta-se em contribuir para o ensino da biossegurança a trabalhadores, tanto de laboratórios de análises clínicas, quanto aos demais trabalhadores da área da saúde e/ou interessados no tema.

Referências:
ARAÚJO, L.G.S.F.; MEDEIROS, G. Biossegurança em laboratório. Revista Inova Ação, Teresina, v.1, n.1, jan/jun. 2012. Disponível em: <http://www4.fsanet.com.br/revista/index.php/inovaacao/article/download/475/pdf.>. Acessado em: 20 ago. 2017.
MACIEL, M.E.D. Educação em saúde: conceitos e propósitos. Cogitare Enferm 14(4):773-6, 2009. Disponível em: <http://revistas.ufpr.br/cogitare/article/download/16399/10878.>. Acessado em: 20 ago. 2017.