Em 1846, foi reportado pelo médico húngaro, Ignaz Semmelweis, a diminuição das mortes maternas por infecção puerperal após ter sido implantada a prática de higienização das mãos em um hospital em Viena. A partir desta data o procedimento de lavagem das mãos tem sido recomendado como medida primária no controle da disseminação de agentes infecciosos. A lavagem das mãos é a forma mais simples de prevenir a disseminação das infecções relacionadas à assistência à saúde. O termo “lavagem das mãos” recentemente foi substituído por “higienização das mãos” devido a sua maior abrangência (BRASIL, 2007).

As mãos são a principal via de transmissão de microrganismos no atendimento ao paciente. As duas principais populações de microrganismos presentes nas mãos são: os que pertencem à microbiota residente e os que pertencem à microbiota transitória. Na microbiota residente temos os microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corine-bactérias e micrococos, que são pouco associados às infecções transmitidas pelas mãos, esses microrganismos são mais difíceis de serem removidos com a higienização das mãos, pois coloniza camadas mais internas da pele. A microbiota transitória encontra-se na camada mais superficial da pele, permitindo com mais facilidade a retirada dos microrganismos com a higienização das mãos com água e sabão, exemplos destas bactérias são as Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de alguns fungos e vírus (BRASIL, 2007).

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Fonte: Brasil, 2007.

Em 2013 a ANVISA adotou o Regulamento Técnico MERCOSUL sobre Limites Máximos de Contaminantes Inorgânicos em Alimentos.

CONSIDERANDO:

Que é necessário atualizar os Limites Máximos de Contaminantes Inorgânicos em Alimentos; Que é essencial manter o conteúdo de contaminantes em níveis toxicológicos aceitáveis visando proteger a saúde pública; Que o conteúdo máximo deve ser estabelecido no nível estrito que se pode razoavelmente alcançar quando se aplica as boas práticas e tendo em conta o risco relacionado com o consumo do alimento; Que a harmonização dos Regulamentos Técnicos possibilitará que se eliminem os obstáculos que são gerados por diferenças em Regulamentações Nacionais vigentes, dando cumprimento ao estabelecido no Tratado de Assunção;

Referências:
BRASIL. Higienização das mãos em serviços de saúde. Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/manual_integra.pdf>. Acessado em: 20 ago.2017.
_______. Resolução nº 42, de 29 de agosto de 2013. Dispõe sobre Regulamento Técnico MERCOSUL sobre Limites Máximos de Contaminantes Inorgânicos em Alimentos. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2013. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0042_29_08_2013.html>. Acessado em: 20 ago. 2o17.